21 / 07 / 2016 Comentários 15

Maria Madalena é reconhecida como Evangelista pelo Vaticano e o dia 22 de julho torna-se Festa Católica!

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Em 22 de julho, a Igreja católica celebra, há muitos anos, a memória de Santa Maria Madalena e, nesse ano (2016), temos uma novidade: o Vaticano, por um desejo expresso do Papa, eleva o Dia de Santa Maria Madalena para a condição de festa na Igreja católica.

Apostolorum Apostola, ou Apóstola dos Apóstolos: assim Santo Tomás de Aquino definia Santa Maria Madalena, testemunha ocular da ressurreição de Cristo e primeira a dar a notícia aos Apóstolos.

 

Dignidade da mulher é tema do Vaticano

Dom Artur Roche, secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, ao anunciar tal decisão, explica: “A decisão se inscreve no atual contexto eclesial, que pede uma reflexão mais profunda sobre a dignidade da mulher, sobre a nova evangelização e sobre a grandeza do mistério da misericórdia divina.”.

E ainda diz: “Santa Maria Madalena é um exemplo de verdadeira e autêntica evangelizadora, uma evangelista que anuncia a alegre mensagem central da Páscoa. O Papa tomou esta decisão neste contexto jubilar para ressaltar esta mulher que mostrou um grande amor a Cristo e por Cristo tão amada.”.

 

O Sagrado Feminino restaurado

Em outras palavras, o Vaticano reconhece Maria Madalena como uma apóstola (Evangelista) de Jesus e, com essa atitude, a Igreja católica se põe em sintonia com os movimentos do Plano Espiritual para recuperação do Sagrado Feminino na Terra.

Além disso, vejo que também estamos próximos a ver o Sagrado Feminino caminhando ao lado do Sagrado Masculino, um equilíbrio a ser conquistado, de fundamental importância para que o desenvolvimento e expansão do Amor Verdadeiro de uns pelos outros, do Amor  Verdadeiro de cada Ser Humano por todos as espécies e para com a natureza do planeta.

Particularmente, fiquei muito feliz e vi nessa atitude os sinais claros de que a Humanidade está mesmo rumando para uma Nova Terra, revendo antigos conceitos e seguindo em busca da Verdade em todos os seus segmentos.

 

Maria Madalena: uma história inventada?

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Crescemos ouvindo que Maria Madalena foi uma prostituta que encontrou Jesus Cristo e, arrependida de seus pecados, pediu perdão e passou a segui-lo de forma fiel. Porém, de acordo com inúmeras pesquisas e descobertas feitas para resgatar a sua verdadeira história, o fato de que Maria Madalena era uma pecadora e prostituta é falso e não existe nenhum registro nos Evangelhos que dê a entender que isso era verdade.

Estudiosos afirmam que Maria Madalena vista como pecadora e prostituta tenha sido uma invenção de uma Igreja ainda em seus primórdios, com o objetivo de fortalecer o poder patriarcal da época e manter as mulheres fora do clero.

Os Evangelhos que continham mais relatos sobre Maria Madalena foram considerados “apócrifos”, ou seja, eles não estavam de acordo com os cânones do cristianismo nascente. E a Igreja os excluiu.

Alguns pesquisadores alegam que houve um erro de tradução e de interpretação de certos trechos dos quatro evangelhos admitidos pela Igreja, dando margem à má reputação de Maria Madalena (Maria de Magdala). Afirmam que Maria Madalena foi confundida com várias outras mulheres que são apresentadas ao longo dos Evangelhos, incluindo uma mulher com os cabelos soltos (algo muito erótico para a época) que ungiu Cristo com óleo.

Em estudos mais aprofundados dos Evangelhos apócrifos, identificou-se que Maria Madalena não era uma prostituta, muito pelo contrário. Maria Madalena era reverenciada como um apóstolo de Jesus, sendo admirada pelo próprio Jesus por sua sabedoria e por sua condução excelente na organização do grupo que o acompanhava. Em algumas passagens, à Maria Madalena era dada a palavra e o próprio Jesus a consultava sobre diversos temas e assuntos.

Sempre ao ladojesus-maria-madalena do Mestre, como se encontra em diversas citações bíblicas, Dan Brown, no livro “O Código Da Vinci”, afirma o apóstolo que está ao lado direito de Jesus na Santa Ceia (retratada pelo artista) não seria João e sim Maria Madalena. E, como Jesus não estava segurando uma taça, o Cálice Sagrado seria, na verdade, a própria Maria Madalena, que estaria levando o sangue sagrado de Jesus, ou seja, um filho dele, colocando Maria Madalena como esposa de Jesus e mãe de seus filhos.

A partir de estudos de evangelhos apócrifos, por exemplo, soube-se que no grupo que acompanhava Jesus, a igualdade entre homens e mulheres era um fato e, não apenas Maria Madalena, mas todas as mulheres, tinham funções importantes e muito valorizadas no grupo.

 

Evangelho de Maria Madalena

Um texto que teria sido encontrado no século IV, no Egito, narra episódios da vida de Jesus contados por uma mulher de nome Maria de Mágdala e foi traduzido como “O Evangelho de Maria Madalena“.

De acordo com esse Evangelho, ela não só foi um dos apóstolos, mas foi o único deles que não perdeu a fé em Cristo depois de sua morte. Ela aconselhava os outros e afirmava que Jesus ainda se comunicava com ela, através de visões.

O texto deste Evangelho é revelador de muitos aspectos da história de Maria Madalena e seu papel ao lado de Jesus. Porém, tudo indica que o seu conteúdo se tornou uma ameaça para a Igreja e sua doutrinação masculina e foi recusado como documento.

 

nadaMaria Madalena e a Mestra Nada

Nas minhas visões espirituais, sempre que chamo por Jesus, o vejo chegando com Maria Madalena e, recentemente, me foi revelado que Maria Madalena e a Mestra Nada são a mesma Alma.

Sua identificação espiritual é a rosa vermelha no Coração, símbolo do seu Amor Devocional ao Cristo na Terra e ao Divino Criador.

 

À Maria Madalena, Gratidão!
Tania Resende

 

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15 Comentários

  1. Deolinda saturnino

    Finalmente se FEZ LUZ em relação á Amada Mestra Maria Madalena. Gratidão.Isso nós já sabíamos, mas a Igreja reconhecer? Gratidão, Gratidão, Gratidão.

  2. Paulo Cesar

    O Corpo Evangélico das Mulheres…

    De todas as coisas ousadas que Jesus fez, na sua carreira terrena, a mais surpreendente foi o seu anúncio súbito, na tarde de 16 de janeiro ano 29 d.C: “Amanhã pela manhã nós selecionaremos dez mulheres para o trabalho de ministração do Reino”. No começo do período de duas semanas, durante o qual os apóstolos e os evangelistas deviam estar ausentes de Betsaida na sua licença, Jesus solicitou a Davi que chamasse os seus pais de volta para a casa deles e que despachasse mensageiros, chamando a Betsaida dez mulheres devotas que haviam servido na administração do acampamento anterior e na enfermaria nas tendas. Essas mulheres, todas, tinham ouvido a instrução dada aos jovens evangelistas, mas nunca havia ocorreu aos instrutores delas, nem a elas próprias, que Jesus ousaria colocar mulheres na missão de ensinar o evangelho do Reino e ministrar aos doentes. Essas dez mulheres, escolhidas e incluídas na missão por Jesus, eram: Susana, filha do antigo chazam da sinagoga de Nazaré; Joana, mulher de Cuza, camareiro de Herodes Antipas; Isabel, filha de um rico judeu de Tiberíades e Séforis; Marta, irmã mais velha de André e Pedro; Raquel, cunhada de Judá, irmão na carne do Mestre; Nasanta, filha de Elman, médico sírio; Milcha, uma prima do apóstolo Tomé; Rute, a filha mais velha de Mateus Levi; Celta, filha de um centurião romano; e Agaman, uma viúva de Damasco. Subseqüentemente, Jesus acrescentou mais duas outras mulheres a este grupo — Maria Madalena e Rebeca, filha de José de Arimatéia.
    Jesus autorizou essas mulheres a formarem a sua própria organização e instruiu a Judas que provesse fundos para os seus equipamentos e para animais de carga. As dez elegeram Susana como dirigente e Joana como a tesoureira. Desse momento em diante, elas proveram os próprios fundos de caixa; e nunca mais recorreram a Judas para sustentá-las.
    Muito espantoso foi, naquela época, quando às mulheres nem era permitido que permanecessem no andar principal da sinagoga (ficando confinadas à galeria das mulheres), vê-las sendo reconhecidas como instrutoras autorizadas do novo evangelho do Reino. O encargo que Jesus deu a essas dez mulheres, quando as escolheu para ensinar o evangelho e para ministrar, foi o da proclamação da emancipação que libertava todas as mulheres, para todos os tempos; não mais era para que o homem visse a mulher como inferior espiritualmente. Isso foi decididamente um choque, até mesmo para os doze apóstolos. Não obstante elas terem muitas vezes ouvido o Mestre dizer que “no Reino do céu não há rico ou pobre, livre ou escravo, masculino ou feminino, todos são igualmente filhos e filhas de Deus”; elas ficaram literalmente atordoadas, quando ele propôs formalmente dar missões a essas mulheres como instrutoras religiosas e mesmo permitir que viajassem com eles. Todo o país ficou agitado com esse procedimento, os inimigos de Jesus tiraram um grande partido dessa decisão, mas, em todos os lugares, as mulheres crentes nas boas-novas, ficaram firmes em apoio às suas irmãs escolhidas e exprimiram uma aprovação sem hesitação a esse reconhecimento tardio do lugar da mulher no trabalho religioso. E essa liberação das mulheres, de dar a elas o devido reconhecimento, foi praticada pelos apóstolos imediatamente após a partida do Mestre, embora acabassem voltando aos velhos costumes, nas gerações posteriores. Durante os primeiros tempos da igreja cristã, as mulheres instrutoras e ministras eram chamadas diáconas e eram dignas do reconhecimento geral. Mas Paulo, a despeito do fato de admitir tudo isso em teoria, nunca realmente incorporou nada disso à sua própria atitude, pois pessoalmente achava difícil de ser colocado em prática.

  3. Firmino neti

    Muito cansativo tudo isso um diz uma coisa outro diz outras. Prefiro ficar em minha concepção de que o tudo tá dentro de me mesmo, eu carrego o bem e o mal existente em cada ser. Aí vai a quem alimentar melhor.

  4. Maria Aparecida Pereira

    Fiquei encantada com o q li, já a alguns tempo venho me perguntando sobre a veracidade dos fatos relacionados à vida de Maria de Madalena.Sempre me interessei pela sua história.Me sinto muito feliz ao saber do reconhecimento da grandeza dessa mulher pela igreja católica, mesmo não sendo dessa religião, sou espírita cristã!

  5. Regina Coeli

    Sim, sempre senti Maria Madalena como mestre Nada…

  6. Marcos Maia

    Adorei esta partilha, e entendo que é muito importante aprofundarmos este resgate da memória correta de quem foi Maria Madalena. As decisões do Papa Francisco, vão na direção do resgate do SAGRADO FEMININO e mais do que isto na sua profunda valorização.

  7. tive conhecimento em algumas Escolas Iniciáticas por onde passei, que Maria Madalena era uma Princesa e não uma prostituta que que seguiu Cristo e foi sua Apóstola. Segundo se diz, ela casou com Jesus, tiveram filhos e viajaram para Oriente. É dito que há uma forte ligação entre a Dinastia Merovíngia e os descendentes de Jesus. Também é dito que Jesus e Cristo não são a mesma entidade. Jesus preparou o corpo para Cristo durante 30 anos, até ao banho no Rio Jordão. Durante o Baptismo por João Baptista, o espírito de Jesus saiu daquele corpo e entrou Cristo (durante a descida da pomba do Divino Espírito Santo no decorrer do batismo). O espírito de Jesus entrou no corpo de João Evangelista e o espírito de João Evangelista subiu aos céus (fenómeno da transmigração). O Baptismo é uma morte e ressurreição ou seja, uma Iniciação. Temos ainda a explicação bíblica em que Jesus é filho do homem e Cristo é filho de Deus. Por isso quando Cristo estava na cruz, perguntou a Maria: -“Mulher porque Choras? Aí tens o teu filho” apontando com a cabeça para o corpo de “João Evangelista” agora Jesus que amparava Maria juntamente com Maria Madalena. Esta é uma outra abordagem e não me cabe dizer se é a certa ou errada. Que até tem lógica, tem.

  8. iracy de Jesus

    Sempre admirei Maria Madalena..

  9. Pubio Tarrago Brittes

    A HISTORIA DO CÁLICE SAGRADO OU SANTO GRAAL, ESTA RELACIONADA AOS ENCONTROS DE MARIA MADALENA E JESUS

  10. MARIA NORBERTA VIANA

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