Quer saber um segredo?
Tenho medo.
Mas o medo é como um barco ancorado,
Não conhece o alto mar,
Não conhece nada do outro lado.
Então o que faço?
Abro minhas velas, sentimentos,
E o mar da vida, enfrento
Sigo navegando, remando
Quando não há vento.
Assumo as tormentas e tempestades
Que chegam com o mar da realidade,
E numa aventura ao estilo Amir Klink
Me atiro e me encontro,
Me vejo e me solto.
Às vezes me sinto no Ártico,
Outras em pleno Antártico.
Mas só o fato de sentir o vento pulsando,
Já faz o ato de viver fantástico.
Quer saber um segredo?
Eu vento, o meu medo.