Em minha experiência como psicoterapeuta, o desapego tem sido tema de muitas sessões e a busca por desapegar-se tem levado meus pacientes a intensos “trabalhos internos”.
Partindo da minha experiência, eu percebo que o desapego é um dos pré-requisitos básicos para o equilíbrio físico, emocional e mental.
E ao final do processo, o desapegar-se traz um enorme crescimento interior!
A meu ver, o desapego é um pré-requisito para a realização plena do Ser.
 
Apegos e desapegos: você já pensou sobre isso?
Antes de entender o desapego, é preciso entender o significado do apego.
 
O que significa “apegar-se”?
Apegar-se está relacionado ao agarrar-se.
Perceba que tendemos a nos agarrar!
Perceba que nós nos agarramos a ideias e a desejos!
Nós nos agarramos a hábitos e atitudes!
Nós nos agarramos a pessoas e a objetos!
Você já percebeu que tendemos a nos agarrar a medos?
Sim! Nós nos agarramos a emoções e a pensamentos!
Nós nos agarramos a situações e a tantas outras cosias!
 
Saiba por que você “pensa” que precisa “agarrar-se”!
Você já refletiu sobre porque tende a se agarrar a algo?
O Ser Humano busca segurança em todos os aspectos da sua vida.
E há, dentro de nós, um pensamento de que a nossa segurança vem de fora.
E o que está fora de nós mesmos? Pessoas, objetos, situações, emprego, trabalho, etc.
Aprendemos que estamos seguros quando tudo fica imóvel, parado. Afinal, movimentos nos fazem sair do centro e insegurança é o que sentimos.
Tendemos a pensar: é bom que nada se mexa fora de nós! Pessoas, objetos, situações, empregos, etc., devem se manter estáticos para sempre.
Desta forma, ficamos numa “zona de conforto” e nos acomodamos nela.
Refletindo: Se o externo não “se mexe”, você não precisa “se mexer” também!
 
Você sabe como funciona o Universo?
Tudo no Universo se movimenta! Todos os seres do Universo se movimentam!
Todos, menos os seres humanos! Você sabia disso?
Nós, seres humanos temos medo de mudanças.
E isso nos leva ao apego!
 
Você sabia que o apego traz uma falsa segurança?
O apego é um esforço enorme para manter as coisas sempre como estão a fim de trazer para dentro de nós a “segurança” que tanto buscamos e assim impedimos o fluxo natural do Universo: o movimento.
O apego nos traz a sensação de que sem o “objeto de apego” não conseguiremos sobreviver, pois pensamos que a nossa segurança vem dele.
Quando nos agarramos a algo, estamos nos apoiando no externo.
Apoiar-se no externo traz uma falsa ideia de segurança, pois não há como garantir que tudo se mantenha “imóvel”, seguindo o nosso “script”.
Ficar “a mercê” daquilo que acontece ou pode acontecer no externo gera ainda mais medo, bem ao contrário do que buscamos sentir: segurança.
 
Explicando melhor:
Em minhas aulas, eu costumo fazer a seguinte analogia: imagine-se segurando um bastão grande e forte o suficiente para suportar o seu peso. Imagine-se jogando todo o seu peso nele.
Agora, imagine alguém retirando o bastão. O que acontece?
Você cai. E cai porque estava se apoiando no bastão!
Perceba que fazemos isso com pessoas!
Nos “agarramos” a pessoas, nos apoiamos nelas, colocamos nelas a nossa fonte de felicidade. E quando ela se move, ou quando quer se afastar, caímos – nos desestruturamos.
Tendemos a pensar que sem aquela pessoa não vamos sobreviver!
E não vamos mesmo sobreviver, se estivermos apoiados nela!
Cair quando o outro se move significa que a nossa fonte de segurança está no outro.
E isto vale também para as situações, objetos, etc.
Você já percebeu em você uma tendência a guardar por anos um objeto que não usa mais?
Ele está ali, guardado, escondido no armário, empoeirando-se!
Você ainda precisa mesmo dele?
 
Se não posso me apoiar no outro, onde devo me apoiar?
Você já pensou em apoiar-se em si mesmo?
A verdadeira sensação de segurança vem quando você se apoia em seu próprio Ser.
Voltando a minha analogia, estar apoiado em si mesmo significa que o bastão até pode estar diante de você, mas não é o bastão que está te mantendo ereto e em pé.
E assim, se o bastão for removido ou se quebrar, você continuará em pé e ereto.
Sabe, em seu interior, que sobreviverá sem o bastão, afinal ele não é a razão do seu equilíbrio.
 
Como sinto a verdadeira segurança?
Você sente maior segurança – a verdadeira segurança – quando sabe que o seu bem estar depende apenas de você mesmo!
Como já disse, o Universo se movimenta. Há um fluxo natural de ir e vir. Isto significa que mudanças são naturais. E significa que mudanças fazem parte da nossa natureza e nos levam sempre ao crescimento.
A realidade externa está em constante mudança e se você estiver apoiado em si mesmo, vai continuar em pé, sentindo-se seguro, mesmo que tudo a sua volta esteja se movimentando!
Esta é a verdadeira segurança!
 
O que preciso fazer na prática?
O desapegar-se envolve deixar de “se agarrar”!
O desapegar-se envolve “soltar e o soltar-se”!
O desapegar-se significa voltar-se para dentro de si mesmo, deixar de querer que tudo seja estático e render-se ao movimento, ao fluxo natural da vida!
 
O que acontece depois que eu “me solto”?
Nada mais há a temer, porque neste movimento de soltar-se você permite que o seu Eu Superior atue.
E o seu Eu Superior vai te levar para aquilo que é realmente a sua Essência, a sua Missão e a sua Verdadeira Experiência na Terra!
Saberá que está sempre onde deve estar, relacionando-se com as pessoas que deve se relacionar, trabalhando naquilo que deve trabalhar, guardando apenas objetos que façam sentido para você.
Saberá que está vivendo o momento presente, vivendo experiências que estão de acordo com o seu momento de evolução atual.
E o mais importante: sentirá liberdade e a imensa felicidade de estar no comando de si mesmo e da sua vida!
 
Eu faço a você duas perguntas:
1. A que você está se agarrando?
2. O que aconteceria se você soltasse?
 
Você já curtiu a página Anima Mundhy no Facebook?
Clique aqui para acessá-la.
 
Links:
Criança Interior: redescobrindo a alegria de viver – I
Você tem culpa de que?
Os seus relacionamentos são saudáveis, com amor verdadeiro e crescimento mútuo?