Conta-se que Saint Germain recebeu autorização para manter-se em corpo físico após a sua ascensão. E assim entre os séculos XVIII e XIX, surgem relatos de aparições do Conde de Saint Germain “aqui e ali”, especialmente na Europa.
O Conde de Saint Germain encantava muitos com seus dons, habilidades e mistérios.
Amigo da nobreza da época, despertava muita curiosidade devido aos hábitos pouco convencionais e o seu nome é mencionado diversas vezes em biografias, cartas e jornais.
Selecionei para este post alguns comentários curiosos e até divertidos, que trazem uma pequena ideia sobre quem era o misterioso Conde de Saint Germain.
Sem a pretensão de esgotar o assunto, pois são muitas as “fofocas” que circulam sobre o Conde de Saint Germain nos meios sociais, espirituais, religiosos, filosóficos, políticos, econômicos e etc.
 
O que disseram os “famosos” sobre o Conde de Saint Germain?

Conde de Saint Germain

 
Num jornal londrino, datado de 1759, lê-se:  
“Quanto à aparência pessoal, o conde de Saint-Germain é descrito como tendo altura mediana, corpo bem proporcionado e traços regulares e agradáveis.  Ele era moreno e seu cabelo escuro, embora frequentemente empoado. Vestia-se com simplicidade, usualmente de preto, mas suas roupas tinham bom corte e eram da melhor qualidade.  Seus olhos possuíam um grande fascínio e aqueles que se fixavam neles eram profundamente influenciados.”
 
Madame de Pompodour, amante do Rei Luís XV da França e amiga pessoal do Conde de Saint Germain, escreve em sua biografia:
“O Conde afirmava possuir o segredo da juventude eterna e, em certa ocasião, afirmou ter conhecido Cleópatra pessoalmente e, em outra, ter conversado intimamente com a rainha de Sabá!”
 
E ainda:
“Possuía um conhecimento profundo de todas as línguas, antigas e modernas; uma memória prodigiosa; erudição, da qual podia-se captar vislumbres entre os caprichos de sua conversa, que sempre era divertida e, ocasionalmente, muito envolvente; uma habilidade inesgotável em variar o tom e os assuntos de sua conversa; ser sempre renovado e infundir o inesperado nos discursos mais triviais, faziam dele um interlocutor excelente. Às vezes, ele contava anedotas da corte de Valois ou de príncipes ainda mais remotos, com tal precisão em cada detalhe que quase criava a ilusão de que ele fora testemunha ocular daquilo que narrava. Havia viajado pelo mundo todo e o rei ouvia interessado as narrativas de suas viagens pela Ásia e África, e suas histórias sobre as cortes da Rússia, Turquia e Áustria. Ele parecia ter um conhecimento mais íntimo dos segredos de cada corte do que o próprio charge d’allaires do rei.”
 
Frederico, o Grande – Rei na Prússia entre 1740–1772, recebeu ajuda do Conde de Saint Gemain em diversos momentos do seu reinado e se referia ao Conde de Saint Germain como “o homem que não morre”.
 
Voltaire, o renomado filósofo do século XVIII, teria dito sobre Saint-Germain: “É um homem que nunca morre e que conhece todas as coisas”
 
Giacomo Girolamo Casanova, considerado um famoso sedutor, encontra-se com o Conde de Saint Germain em 1710. Sobre Saint-Germain, Casanova disse:
“Esse homem extraordinário… eu poderia dizer que ele tinha, com certeza, uns 300 anos de idade. Conhecia os segredos da medicina universal e dominava a Natureza; ele podia derreter diamantes… Tudo isso era brincadeira para ele”.
 
A Condessa d’Adhemar, biógrafa e dama da corte de Marie Antoniette, escreve no “Souvenirs de Marie Antoinette”:
“Em 1743 propagou-se o rumor de que um estrangeiro, enormemente rico, a julgar pela magnificência de suas joias, acabara de chegar a Versalhes. Ninguém jamais foi capaz de descobrir de onde viera. Sua figura era bem proporcionada e graciosa, suas mãos delicadas, seus pés pequenos, e as pernas bem formadas, realçadas por meias de seda bem justas. Seu vestuário bem talhado sugeria uma forma de rara perfeição. Seu sorriso mostrava dentes magníficos, uma bonita covinha marcava-lhe o queixo, seu cabelo era negro e o olhar doce e penetrante. E, oh, seus olhos! Jamais vi semelhantes. Ele parecia ter cerca de quarenta ou quarenta e cinco anos de idade. Frequentemente podia-se encontrá-lo nos aposentos particulares reais, onde tinha admissão irrestrita no início de 1768.”
 
No “Souvenirs de Marie Antoinette”,  a Condessa d’Adhemar também descreve um diálogo entre o Conde de Saint Germain e a Condessa de Gerby:
“Foi na corte de Versalhes que o conde de Saint-Germain encontrou-se frente a frente com a condessa de Gergy, já em idade avançada. Ao ver o célebre mago, a velha senhora recuou espantada e ocorreu entre os dois a seguinte conversa, bem autenticada por documentação.
– Há cinquenta anos – disse a condessa – eu era embaixatriz em Veneza e me lembro ter-vos visto lá com a mesma aparência de agora, talvez um pouco mais maduro, pois rejuvenescestes desde então.
Com uma profunda mesura, o conde respondeu com dignidade:
– Sempre me considerei feliz por ser capaz de me fazer agradável para as senhoras.
Madame de Gergy então continuou:
– Naquela época vós vos chamáveis marquês Balletti.
O conde fez outra mesura e respondeu:
– E a memória da condessa Gergy ainda é tão boa quanto há cinqüenta anos.
A condessa sorriu.
– Isso eu devo a um elixir que me destes no nosso primeiro encontro. Sois realmente um homem extraordinário. Saint-Germain assumiu uma expressão grave.- Esse marquês Balletti tinha uma má reputação?,  perguntou.
– Ao contrário, respondeu a condessa , ele era muito bem aceito na sociedade.
O conde encolheu os ombros expressivamente, dizendo:
– Bem, como ninguém se queixa dele, estou disposto a adotá-Io como meu avô.
A condessa d’Adhemar estava presente durante toda a conversa e atesta a exatidão de todos os detalhes.”
 
A Condessa d’Adhemar, em sua biografia datada de 12 de maio de 1821,  relata que conheceu Saint Germain em Paris, no ano de 1760, e que o reencontrou na vigília da morte do Duque de Berri, em 1815 – 55 anos depois, e que “incrivelmente, ele aparentava os 45 anos de sempre, não havia envelhecido.”
 
Gustave Bord – maçom francês, escreve sobre Saint-Germain em “La Franc-Maçonnerie en France”:
“Ele permite que paire certo mistério sobre ele, um mistério que desperta curiosidade e simpatia. Sendo um virtuoso na arte de despistar, ele nada diz que seja inverdade. Tem o raro dom de permanecer em silêncio e se beneficiar disso.”
 
Franz Graeffer, em seu “Recoliections 01 Vienna”, atribuía a Saint Germain faculdades telepáticas e relata o seguinte incidente que presenciou:
“Saint-Germain foi, gradualmente, adquirindo um ar solene. Durante alguns segundos, ficou rígido como uma estátua; seus olhos, que sempre eram expressivos além das palavras, tornaram-se opacos e sem cor. De repente, porém, seu ser inteiro se reanimou. Esboçou um gesto com a mão, como que em sinal de despedida, depois disse:  – Estou partindo (lch scheide). Não me visiteis. Ireis ver-me uma vez mais. Amanhã à noite partirei. Precisam de mim em Constantinopla, depois na Inglaterra, para preparar ali duas invenções que tereis no próximo século – trens e navios a vapor.”
 
Una Birch escreve em janeiro de 1908,  para o “Nineteenth Century”, uma publicação londrina:
“As viagens do conde de Saint-Germain cobriam um período longo, de muitos anos, e urna grande variedade de países. Ele era conhecido e respeitado da Pérsia à França, e de Calcutá à Roma.”
“Horace Walpole falou com ele em Londres em 1745. Clive o conheceu na Índia em 1756. Madame d’Adhemar afirma que o encontrou em Paris em 1789, cinco anos depois de sua suposta morte, enquanto outras pessoas afirmam ter tido conversas com ele no início do século XIX.”
“Ele estava em termos familiares e íntimos com as cabeças coroadas da Europa e era amigo honrado de muitas pessoas distintas de todas as nacionalidades. Ele até é mencionado nas memórias e cartas da época, e sempre corno um homem misterioso.”
“Frederico o Grande, Voltaire, madame de Pompadour, Rousseau, Chatham e Walpole, todos que o conheceram pessoalmente, rivalizavam entre si na curiosidade sobre suas origens.”
“Durante as muitas décadas nas quais ele esteve diante do mundo, ninguém conseguiu descobrir porque apareceu corno agente jacobita em Londres, conspirador em Petersburgo, alquimista e conhecedor de quadros em Paris, ou general russo em Nápoles.“
“(…) De vez em quando a cortina que oculta suas ações é afastada e nos é permitido vê-lo tocando violino na sala de música em Versalhes, trocando ideias com Horace Walpole em Londres, sentado na biblioteca de Frederico o Grande em Berlirn, ou conduzindo reuniões de iluministas nas cavernas ao longo do Reno.”
 
Encerrando fofocas …
Um só post não é o suficiente para todas as “fofocas” sobre o Conde de Saint Germain. Tem muito mais espalhadas por ai.
Se você gosta deste tipo de curiosidade, indico a leitura nas minhas fontes de pesquisa, abaixo.
Porém, mais importante que as “fofocas” são os ensinamentos elas nos trazem!
 
Eu Sou o Eu Sou,
Tania Resende
 
Fontes de pesquisa:
“The Comte de St. Germain – The secret of Kings”, Cooper Oakley
“Alquimia de Saint Germain”, Mark e Elizabeth Prophet
“A Santíssima Trinosofia”, Manly P. Hal
 
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