Neste trimestre, meu filho ficou em recuperação de algumas matérias na escola. E foi assim que, num certo dia, um amigo dele veio me perguntar:
– Tania: você sabe que seu filho ficou de recuperação?
– Sim, eu sei.
– E porque ele não está de castigo?
E então eu respondi:
– Porque eu acredito que se ele ficou de recuperação é porque está com alguma dificuldade na matéria e isso não é culpa dele. Ao invés de colocá-lo de castigo, eu prefiro entender qual é a dificuldade para ver se consigo ajudá-lo a resolver. Se eu o coloco de castigo, penso que não estou ajudando em nada.
– Mas não aconteceu nada com ele?
– Aconteceu, sim. Ele agora tem que estudar por mais tempo a tarde, pois tem que dar conta da lição do dia e ainda tem que fazer os exercícios extras de recuperação e estudar para a prova. Eu mesma o ajudei a organizar essas horas extras de estudos e ele ainda tem que “me aguentar” nos finais de semana, quando tenho tempo de me sentar para estudar com ele e ajudar com as dúvidas da matéria.
– Ah …
E continuei:
– Eu acho que ficar de recuperação já o próprio “castigo em si”.
– Como assim?, ele perguntou.
E eu respondi:
– Pensa bem: quem fica de recuperação já fica ansioso e preocupado até saber se recuperou  a nota ou não, e sofre com isso; tem que estudar um tempo a mais do que o normal, aguentar os pais “pegando no pé” prá estudar por mais tempo,  e ainda tem que escutar as explicações “chatas” dos pais, que as vezes  até arrumam professores particulares, não é assim?
– É isso mesmo, disse ele.
– Além disso, ainda tem que voltar na escola a tarde, fazer as provas e etc. São tantas as obrigações do “cara” que ficou de recuperação! Quase não dá prá ir a casa dos amigos. O tempo de brincadeira diminui muito, não é?
– Nem sobra tempo prá se divertir, disse ele.
– Então, eu disse, isso prá mim já é o próprio castigo! Se eu ainda dou mais um castigo, acho que estou apenas piorando tudo, fazendo aumentar ainda mais todas as tensões, a ansiedade e as preocupações. Não acho que isso seja bom. Acho que quem fica muito tenso, se atrapalha todo e acaba indo mal nas provas.
E aí, ele falou:
– Mas, Tania, e se houve “alguma sacanagem”, tipo o cara não estudou direito?
– Bem, eu disse, não estudar direito já é uma dificuldade para ser resolvida, não acha?
– Pensando assim,…, até que é, ele disse.
E eu continuei:
– Mesmo assim, se houve alguma “sacanagem”, ele já vai aprender com o simples fato de ter que fazer a recuperação e tudo o que ela envolve, não acha? Ele vai “sentir na pele” como é ruim “sacanear” e vai ver que sacaneou com ele mesmo. Vai ficar sem tempo prá se divertir, por exemplo. Tenho certeza que ele vai pensar duas vezes antes de não estudar direito para as provas, da próxima vez. Eu acho que nós aprendemos muito mais com as experiências do que com os castigos.
E então ele desabafou:
– Puxa, Tania, como você sabe bem dessas coisas da gente! Bem você que poderia explicar isso pros meus pais!
 
E assim, resolvi escrever para explicar isso para muitos e muitos pais, de uma só vez!
Luz e Paz,
Tania Resende
 
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